A Paixão pela Terapia Ocupacional

Postado em 12/06/2015



E no embalo de mais um 12 de junho, como não falar de paixão?
Eu, romântica nata e poetisa de plantão, não perderia essa data por nada!
Há 20 anos conheci a profissão que me encanta e me rege a vida.... No Lar Escola São Francisco, em São Paulo, no ano de 1995, fiz um estágio voluntário que se traduziu em uma possibilidade profissional de concretizar algo que eu acreditava e intuía, mas não compreendia muito bem...
Foram 10 dias intensos de atividades, teorias e trabalho que refletiam em mim uma serenidade enorme, uma sensação de plenitude.
E caminhei.... Faculdade, estágios, pós graduações, formações. Busquei a excelência em entender, ser e fazer a terapia ocupacional.
O CREFITO 3 (conselho regional de terapia ocupacional e fisioterapia) define a Terapia Ocupacional como  “ um campo de conhecimento e de intervenção em saúde, educação e na esfera social, reunindo tecnologias orientadas para a emancipação e autonomia de pessoas que, por razões ligadas à problemática específica, físicas, sensoriais , mentais , psicológicas e/ou sociais apresentam temporariamente ou definitivamente dificuldade da inserção e participação na vida social .”
Dentro desta imensa possibilidade de atuação, escolhi a área da saúde mental. Dentre deficiências e síndromes, neurologia e psiquiatria, bebês, crianças e adultos, fiz meu caminho e me fiz profissional!
A maioria das pessoas nos procuram sem nem saber o porque.... Não sabem o que um terapeuta ocupacional faz.... simplesmente foram encaminhadas. Passamos a ser mais uma novidade em meio à uma série de outras na qual a família está emergida, que é a realidade de se deparar com um diagnóstico inesperado, um sonho interrompido, preconceitos, medos, inseguranças e sensação de solidão.
E na terapia ocupacional encontram além da atuação clínica e a teoria, que me diz para o quanto antes interceder  no desenvolvimento desta criança, estimular, potencializá-la e instrumentalizá-la, encontram um abraço, na simbologia da compreensão ampla de uma problemática maior além da deficiência propriamente dita. Uma família desestruturada emocionalmente, um momento de luto, insegurança e medos.
E como esse abraço é gostoso de dar...

As famílias que tive o privilégio de atender puderam desfrutar desse longo abraço! Além de colo, ombro, mãos que acariciam e olhos que se emocionam junto...
A verdade é que  trabalhar com gente é sensacional. É uma troca constante! Crescimento diário! Aprendizado sem fim!
Costumo dizer que sou terapeuta ocupacional de dentro para fora! Já nem sei mais quem sou eu e quem é ela. Me sinto consumida pela paixão por esta profissão! 
E que privilégio viver assim.... apaixonada!

Raquel Ortega

Terapeuta Ocupacional e Arte-Terapeuta



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Categorias: Coluna Raquel Ortega;

Tags: Inclusão,inclusione,Terapia ocupacional


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